PR e o Dia da Paz: Cada um deve ser mensageiro da paz e da harmonia”

Data: 09/10/2023
PR e o Dia da Paz: Cada um deve ser mensageiro da paz e da harmonia”

Cidade de Maputo (Moçambique), 04 de Outubro de 2023 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, felicita a todos os moçambicanos, no país e na diáspora, pela passagem do 4 de Outubro, o Dia da paz e da reconciliação, com votos de que cada um seja mensageiro da paz e da harmonia da família, da comunidade e entre todos os moçambicanos, e sempre abraçando o diálogo como a única via para se alcançar consensos.

Apos depositar a coroa de flores no Monumento aos Heróis Moçambicanos, na Cidade de Maputo, o estadista moçambicano dirigiu na manhã de hoje as cerimónias centrais do dia que lembra a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), em Roma (Itália), em 1992, pondo fim a uma guerra civil entre a Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) e as forças governamentais.

O governante referiu na ocasião que a linha que levou o país ao AGP foi sinuosa e cheia de incertezas, pois o conflito tinha alcançado um nível de profundidade de tal maneira que poucos acreditavam que o mesmo podia ser resolvido por via da palavra.

“Foi por via da palavra que lográmos compreender que somente o diálogo poderia conduzir-nos ao reencontro e à reconciliação uns com os outros como irmãos. Depois do Acordo geral de Paz, Moçambique tem vindo a se afirmar como uma sociedade democrática, inclusiva e de justiça social, onde os cidadãos usufruem integralmente das suas liberdades e direitos constitucionais”, sublinha.

Ainda conforme o Presidente, deste então Moçambique tornou-se, na região, no continente e no mundo, uma referência de transição de guerra para uma democracia que se consolida paulatinamente com a participação activa dos seus cidadãos.

Todavia, refere, não obstante os ganhos alcançados nas últimas décadas, os moçambicanos têm sido colocados, nos últimos anos, à prova por fenómenos adversos, ameaçando os esforços da construção de um país pacifico, estável e próspero.

“Uma grave e nova ameaça à paz em Moçambique é o terrorismo, fenómeno que vem afectando o país, mais concretamente na província de Cabo Delgado, desde Outubro de 2017. A brutalidade com que os terroristas actuam deixou claro que não se trata de um conflito religioso, mas de um fenómeno impulsionado por por factores como branqueamento de capitais, narcotráfico, delapidação dos recursos naturais, entre outros tipos de crimes”.

No entanto, o estadista saúda o facto de estes actos terroristas, as tensões político-militares e os desastres naturais nunca terem feito dos moçambicanos um povo resignado ou de lamentações, o que se pode testemunhar com o sucesso da fase de desarmamento e desmobilização no âmbito do processo integral de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos ex-guerrilheiros da Renamo.

Aliás, o Chefe de Estado vinca que perante situações de conflitos armados ocorridos desde o AGP até esta parte o DDR é o corolário de um processo longo de diálogo que o país abraçou como a única via eficaz para alcançar a paz.

Assim, neste momento em que se comemora o Dia da Paz, o Presidente da República saúda o povo moçambicano pelo facto de a paz ter passado a fazer parte da sua cultura.

Entendendo o Governo liderado pelo Presidente Nyusi que como construir a paz não se resume apenas na ausência das armas, incluindo a necessidade de garantir uma vida melhor e sustentável, decidiu pagar pensões aos desmobilizados da Renamo.

Os dados revelados pelo estadista sobre o assunto indicam que, dos 5.221 abrangidos, até o momento foram formados 1.756 processos, dos quais 440 estão devidamente instruídos, 316 pensões fixadas e 251 com visto administrativo, tendo já 27 recebido as suas pensões em Setembro passado, sendo que os restantes receberão no corrente mês e em diante.

“Com início deste processo, deixámos claro que não há dúvidas sobre o compromisso do Governo, nem motivo para o retorno às armas”.