PR diz que a paz foi construída com confiança, paciência e humildade
Nova Iorque, 29 de Março de 2023 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, participou hoje, na reunião da Comissão sobre a construção da Paz a Nível de Embaixadores, intitulada “A experiência de Moçambique na construção da Paz, Lições Aprendidas e Desafios”.
Perante uma plateia de diplomatas em representação dos quatro cantos do mundo, o estadista moçambicano começou por destacar o longo percurso do país, desde a luta armada que culminou com a independência em 1975, até ao presente momento em que se aguarda pela desmobilização da última base da Renamo, para dar lugar ao inicio do processo de fixação das pensões.
Aos presentes, o Presidente da República, chamou atenção para o facto de Moçambique ter registado, desde a Assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, intercalados momentos de tensão armada em volta dos resultados eleitorais, sempre resolvidos através de acordos ocasionais.
Perante esta situação, o Chefe do Estado, garantiu que quando assumiu a presidência em 2015, definiu a Paz como principal prioridade, por entender que sem paz não haveria desenvolvimento.
E para o efeito, o Presidente Nyusi, apontou a apropriação nacional e confiança mútua, como elementos cruciais para se iniciar o processo de construção da paz com o líder da Renamo, na altura Afonso Dhlakama.
A outra estratégia usada neste percurso, segundo o estadista moçambicano, foi a implementação dos acordos, enquanto decorria o processo de negociação. E porque o processo tinha muitos desafios, o Presidente Nyusi, explicou que foi necessária muita flexibilidade e agilidade de ambas partes. Enquanto isso, era igualmente importante, envolver a Comunidade e socializar a informação.
Quanto a luta contra o terrorismo, o Presidente da República, assumiu perante a plateia presente em Nova Iorque que com os esforços conjuntos entre as forças moçambicanas, do Ruanda e da SAMIM, a estabilidade tem estado a ser gradualmente restaurada, a vida tende a regressar a normalidade e as populações estão a regressar gradualmente para as zonas de origem.
Todavia, o Chefe do estado alertou para o facto do terrorismo não ter ainda acabado em Moçambique.
