Por Daniel Francisco Chapo
Estimadas e estimados compatriotas,
Registamos hoje, 5 de Janeiro, o início efectivo das nossas lutas em prol de um Moçambique cada vez melhor neste ano de 2026, e nos anos que se seguirão, como resultado das nossas abordagens com enfoque na sustentabilidade. Este regresso ao trabalho acontece após mini-férias merecidas, marcadas pela continuidade que caracterizou a passagem de ano, pela tolerância de ponto decretada pelo Governo para o dia 2 de Janeiro, e pelo primeiro fim-de-semana deste novo ano. Tratou-se, pois, de uma pausa breve, mas necessária, que nos permitiu renovar energias para retomar, com responsabilidade e vigor, a missão que nos une enquanto Nação.
Acreditamos incondicionalmente na importância do trabalho enquanto fonte da transformação que pretendemos ver garantida como base da Independência Económica, cujos alicerces começámos a lançar no ano passado. Contudo, não ignoramos os desenvolvimentos da ciência que demonstram que pequenas pausas programadas, em períodos como o Natal, para alguns Dia da Família, e a transição de um ano para o outro, fortalecem o bem-estar dos trabalhadores dos sectores público e privado, o maior activo económico que temos, melhorando o desempenho laboral e a produtividade, pela recuperação de energia e redução do desgaste físico e emocional.
Reiteramos que olhamos para 2026 com confiança renovada, por termos a forte convicção de que este será um ano de reafirmação dos nossos compromissos, enquanto Governo, em sectores-chave como agricultura, energia, turismo, educação, saúde, digitalização, industrialização e infra-estruturas críticas, pilares essenciais para elevar a qualidade de vida das famílias, dinamizar o crescimento económico e consolidar as bases da Independência Económica que tanto almejamos. Só juntos, com foco e determinação, podemos alcançar este desiderato. E nós somos capazes. E nós podemos.
Mas importa dizê-lo com clareza: não basta a visão da liderança nem a acção tempestiva do Governo. Moçambique não mudará sozinho. Mudará connosco — com cada moçambicana e cada moçambicano que decide romper com posturas antigas e fazer hoje positivamente diferente. A mudança nacional não é um projecto exclusivo do Presidente da República, nem do Governo. É um projecto de cada jovem, de cada mulher, de cada homem que escolhe combater o medo, o conformismo, os velhos hábitos que nos atrasaram e dividiram, bem como a dependência. O futuro constrói-se com atitude, responsabilidade e compromisso colectivo.
De qualquer das formas, tenhamos sempre presente que não é a mera mudança de ano que altera o rumo das nossas vidas, quer a título individual, quer como Nação. É a nossa mudança de atitude que vai garantir que possamos fazer cada vez melhor, devendo, nisso, o passado ser usado como aprendizagem.
Sabemos que temos muitos compatriotas aptos, com vontade e à espera de uma oportunidade para melhor contribuírem, mas que, por enquanto, ainda engrossam as estatísticas do desemprego. Continuaremos a lutar para inverter este cenário, promovendo um ambiente de negócios mais dinâmico e estimulando as empresas, em particular as pequenas e médias empresas. Simultaneamente — e porque jamais haverá emprego formal para todos, como acontece em todo o mundo —, continuaremos a apostar em programas que ajudem os nossos concidadãos, especialmente os jovens, a empreenderem. É nesta linha que se enquadra o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), cujo envelope financeiro nos comprometemos incrementar, a 100%, este ano.
Em boa verdade, quem cria riqueza são os inovadores, os pequenos e grandes empreendedores, os agricultores modernos, os jovens com coragem de arriscar. São pessoas como vós. Não é com papéis carimbados que o País vai avançar. É com mentes ousadas. É com gente que decide levantar-se todos os dias para criar, produzir e investir. Façam positivamente diferente. Atrevam-se a ser gigantes num País que precisa desesperadamente de gigantes. Abram empresas. Criem empregos. Arrisquem. Sonhem. Estamos aqui para ajudar, daí as reformas que estamos a levar a cabo. E nunca se esqueçam: vocês não são o futuro de Moçambique — vocês são o presente! E sem vocês não há independência económica possível. O País olha para vós, jovens, com esperança.
Adicionalmente, vamos estabelecer, neste ano, o Fundo de Empoderamento da Mulher, por acreditarmos firmemente que investir na mulher é investir na sociedade como um todo, sobretudo pela centralidade que a mulher ocupa na família, o mais importante agente de socialização primária.
Termino exortando o Povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, bem como na diáspora, a continuar engajado no Diálogo Político Nacional e Inclusivo, iniciado em 2025. É com satisfação que constatamos que todas as moçambicanas e todos os moçambicanos, com ou sem filiação partidária, estão a participar, dando o melhor de si. Os nossos netos olharão, um dia, para a nossa geração como aquela que ousou mudar o rumo da história, transformando desafios em oportunidades.
Enquanto Presidente da República, comprometo-me a continuar a promover uma governação de proximidade. Em 2026, investiremos ainda mais no contacto directo com o nosso Povo, quer presencialmente, quer através das plataformas digitais.
Feliz e Próspero 2026 a todos nós!
Aos “Mambas”, que esta noite defrontam a Nigéria nos oitavos-de-final da Copa Africana de Nações (CAN) Marrocos 2025, não desejamos apenas sorte, mas Bom Trabalho. Vocês são capazes e o vosso excelente desempenho mais logo vai sempre orgulhar a todos nós como Nação!
Do fundo do coração, muito obrigado!
VAMOS TRABALHAR!!!
Maputo, 5 de Janeiro de 2026.