MAPUTO, 14 DE FEVEREIRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu hoje, em Adis Abeba, garantias de apoio estratégico do prestigiado economista norte-americano Jeffrey Sachs para acelerar a transformação económica de Moçambique. O encontro, ocorrido à margem da 39ª Conferência Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, serviu para consolidar uma visão de desenvolvimento a longo prazo, com Sachs a projectar que Moçambique poderá atingir o estatuto de economia desenvolvida num horizonte de 25 anos.
O Chefe do Estado moçambicano e o líder da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável discutiram mecanismos para converter o potencial dos recursos naturais em progresso social tangível. Sachs, que é também Professor da Universidade de Columbia, mostrou-se impressionado com a visão governamental do Presidente Daniel Chapo: “Tivemos uma excelente reunião com Sua Excelência. Estou muito entusiasmado com a sua liderança. Há um grande volume de investimento a chegar a Moçambique, o que nos oferece a oportunidade de um avanço muito rápido na economia”.
Para o economista, a conjuntura actual é única e exige uma execução técnica rigorosa para que os capitais externos se traduzam em benefício para a população. “Por isso, coloquei-me à disposição para prestar qualquer apoio que possa ser necessário, qualquer assistência técnica que possa relevar para trabalhar com a equipa do Presidente numa estratégia que permita acelerar significativamente o desenvolvimento em Moçambique”, declarou Sachs após a audiência.
O optimismo de Jeffrey Sachs baseia-se na capacidade de Moçambique gerar receitas extraordinárias através do sector energético e reinvesti-las em pilares estruturantes. “Acredito que Moçambique, nos próximos 25 anos, pode tornar-se uma economia desenvolvida, com um crescimento muito rápido do seu Produto Interno Bruto”, vaticinou, sublinhando que a viabilidade prática deste salto qualitativo está, neste momento, “ao alcance” do País.
A estratégia discutida com o Presidente Chapo prevê que os dividendos da denominada da indústria extractiva financiem a base da pirâmide social. Segundo Sachs, “o desenvolvimento dos projectos do gás natural representará um grande impulso, mas o rendimento que dali se gerar poderá também ser aplicado na promoção de uma educação de qualidade para todas as crianças”, garantindo que o crescimento seja inclusivo e sustentável para as futuras gerações.
Além do capital humano, a electrificação e a logística foram apontadas como prioridades na agenda de cooperação técnica. O economista destacou a importância do investimento na “construção de infra-estruturas, na garantia de electrificação em todo o país” e na dinamização de corredores económicos que potenciem outros setores vitais da economia nacional.
Um dos pontos de destaque na visão apresentada ao Chefe do Estado foi a “criação do corredor com a África do Sul — que constitui uma grande oportunidade para desenvolver o setor turístico —”, entre outros ramos de actividade. Sachs acredita que a localização estratégica de Moçambique permite uma integração regional que servirá de alavanca para o sector de serviços e hospitalidade.
Este diálogo em Adis Abeba reforça uma relação de proximidade iniciada em julho de 2025, quando o Presidente da República e Jeffrey Sachs se reuniram em Sevilha, Espanha. Aquele encontro focou-se no fortalecimento de parcerias para a agricultura, juventude e turismo, inserindo-se na ofensiva diplomática do Presidente para atrair investimento directo estrangeiro e conhecimento técnico especializado. Jeffrey Sachs concluiu as suas declarações reiterando o potencial transformador do momento actual sob a liderança do Presidente Chapo. “Moçambique representa uma perspectiva económica muito, muito empolgante. Há muito a fazer, há muito para construir, mas o potencial e a viabilidade prática de um desenvolvimento rápido estão, neste momento, ao alcance de Moçambique”, concluiu o economista.