“Moçambola pertence ao povo” – Presidente Nyusi
Manhiça, 29 de Abril de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje na Sede do Distrito da Manhiça, que o campeonato nacional de futebol (Moçambola), pertence ao povo moçambicano.
“O povo não pode ser prejudicado pela má organização dos gestores do Moçambola, pois se não vai terminar é que alguma coisa foi mal planificada, ou então a mobilização dos fundos para o planificado não foi feito ao nível das necessidades previstas”, disse o Chefe do Estado.
De recordar que no dia 13 de Abril, a direcção da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), anunciara à imprensa a possível interrupção do Moçambola por tempo indeterminado, por insuficiência de fundos para cobrir o planificado.
“Não se pode interromper as aspirações de um povo, por isso que vamos envidar esforços para ajudar para que este Moçambola possa chegar ao fim. Vamos tentar mobilizar apoios para que o Moçambola seja efectivo e se cumpra como foi planificado”, anunciou o estadista.
Para o Presidente Nyusi, é preciso que que haja uma gestão eficiente dos processos, aconselhando aos dirigentes desportivos, concretamente da LMF, para que nas próximas etapas sejam rigorosos naquilo que planificam, ou encontrem um figurino que não interrompa as aspirações e os planos dos clubes, ou mesmo da população que está esperançada em ter o Moçambola até ao seu fim.
“Não se pode começar uma actividade nacional e não terminar, porque as pessoas que planificaram a época futebolística deviam ter tido a capacidade de aliar o plano à capacidade de mobilização de fundos, de modo a levar a bom porto todo o plano”, disse o Presidente Nyusi.
Para o Presidente da República, é preciso planificar efectivamente as actividades, de acordo com a capacidade de financiamento das mesmas, para que estas cheguem ao fim, e não fazer planos por simples vontade sem certeza da existência da capacidade de mobilização de fundos para a sua execução.
“Como Governo olhamos para o desporto em geral, e o Moçambola, em paticular, como ferramentas de educação social, pois, por exemplo, através deles podemos levar a cabo campanhas de sensibilização, quer contra a malária, quer contra a caça furtiva ou mesmo contra o consumo de drogas, pois acreditamos que eles têm também um lado pedagógico para a sociedade”, disse o estadista.
