PR anuncia 75 milhões de meticais de apoio ao sector de comercialização agrícola

Data: 12/04/2023
 
Campanha de Comercializacao Agraria 2023. 4

Maputo, 12 de Abril de 2023 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exortou aos intervenientes no processo da comercialização agrícola para se envolverem de forma organizada na campanha 2023, com inclusão massiva de agentes nacionais, sem excluir os investidores que queiram fazer negócios no país.

O Chefe do Estado falava na cerimónia central de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola 2023 e na abertura do Fórum do sector, evento realizado no distrito de Chiuta, província de Tete.

Na ocasião, o Presidente Nyusi referiu que este exercício deverá garantir que a nossa matéria prima não pare fora do país de forma ilegal e com grandes prejuízos para os produtores.

Igualmente, o Presidente da República enalteceu o apoio do financiamento em espécie, providenciado pela Agência de Desenvolvimento do vale do Zambeze, constituído por debulhadoras e unidades de processamento de feijão, para as províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia, para as províncias afectados pelo ciclone Freddy.

O Estadista moçambicano anunciou igualmente a abertura de uma linha de financiamento no valor de 75 milhões de meticais pelo Banco Nacional de Investimentos (BNI), para a reposição da capacidade do sector do agro-negócio pós ciclone Freddy, tendo como grupo alvo as micro, pequenas e medias empresas (PMA’s), legalmente registadas.

“Saudamos ao Banco Nacional de Investimentos (BNI), que com actos concretos resolve os problemas das populações afetadas pelo ciclone. O financiamento será sem juros, com valor mínimo de 500 mil meticais e máximo de 3 milhões de meticais”, referiu.

Para o Presidente Nyusi, o País arranca com a presente campanha de comercialização agrícola ciente dos constrangimentos estruturais em que o Governo mobiliza fundos para a reabilitação de alguns trocos da EN1.

“O sucesso da campanha de comercialização 2023 repousa fundamentalmente na coordenação de todas as partes envolvidas, nomeadamente, os produtores, agro-industriais, fornecedores de insumos e equipamentos, escolas técnicas agrarias, comerciantes armazenistas, transportadores e agentes de logística, o sector financeiro, as lideranças comunitárias, as instituições do Estado associadas ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e ao Ministério da Industria e Comercio”, sublinhou.