Presidente mantém encontro com empresários de Maputo

Data: 24/04/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, manteve, ontem, um encontro com empresários da província de Maputo, no âmbito da Visita Presidencial que efectua nesta província.

Durante o encontro, o Chefe do Estado desafiou aos empresários a diversificar os clientes, e recorrer ao Estado como único cliente e fonte da sua sobrevivência, porque face a política de contenção de gastos na solicitação de bens e serviços, por parte de entidades estatais, o mercado começa a escassear.

“Não devem olhar o Estado como único cliente porque isso vai se reflectir negativamente na vida empresarial. Agora que o Estado está a cortar as “gorduras” o espaço para contratar bens e serviços também começa a escassear”, afirmou o Chefe de Estado.
O Chefe do Estado encorajou ao empresariado a esforçar-se em criar a capacidade necessária para ser competitivo nos mercados nacional e internacional, buscando parcerias estratégicas com empresas experientes.
“Não fiquem empresas da província de Maputo apenas. Fiquem de todo Moçambique e também da região, onde se pode encontrar clientes. O nosso cliente não deve ser único. Vamos deixar de ser dependentes de um único cliente. Façam esforço para terem musculatura e capacidade para tal”, disse o estadista moçambicano.

Segundo o estadista moçambicano, entre as várias saídas em vista o empresariado nacional pode começar na condição de subcontratado para executar parcialmente algumas obras, e desta feita, criar paulatinamente a cultura e capacidade de trabalhar a altura das exigências do mercado.
Sobre a produção nacional, O Presidente da República disse que se todos os bens de consumo fossem produzidos a nível nacional, o país ganharia mais. Porém, é importante não perder de vista que a partir da altura que o país decide assumir que determinados produtos importados não entram mais para o mercado nacional, deverá assumir que tem capacidade de produzir a altura das necessidades de consumo do mercado.
O Chefe de Estado encorajou aos empresários para não perderem a esperança, porque para atingirmos os níveis desejados, todos precisamos de lutar porque só assim vamos crescer, dando exemplo do início da crise financeira, onde a esperança de melhores dias foi afectada por parte de muitos intervenientes sociais e económicos.

Para o Presidente da República, o sector privado nacional apareceu a afirmar que tomaria a crise como oportunidade para se trabalhar e avançar ainda mais.
“Este comprometimento repetido de diversas formas ao longo de todo o território nacional encorajou-nos bastante. As medidas são necessárias para regular o mercado, mas quem de facto age ou executa tais medidas é o sector empresarial”, sublinhou o Chefe do Estado.