PR exorta o mundo a capitalizar os recursos que dispõe para enfrentar os desafios do momento

Data: 20/09/2023
 
PR como Co-Presidente com a Islandia no Dialogo de Lideres 5

Nova Iorque (Estados Unidos da América), 20 de Setembro de 2023 – O Presidente da república, Filipe Jacinto Nyusi, discursou esta terça-feira na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo afirmado que basta de se produzir discursos analíticos, sendo já chegado o momento de os países agirem com força e usarem os recursos que dispõem para salvar a humanidade dos grandes desafios do momento.

O Chefe de Estado demonstrou que os problemas que a humanidade enfrenta na actualidade são gigantescos, porém as soluções estão ao alcance de todos.

“Nós os líderes aqui presentes temos a responsabilidade histórica de salvar o planeta a bem das gerações vindouras”, disse, sublinhando que as áreas prioritárias que requerem uma acção urgente estão claramente identificadas e com a matriz de soluções já definida, das quais destacou três.

Como primeiro aspecto, afirmou que é preciso que os líderes mundiais renovem a vontade política e redobrem esforços para acelerarem a concretização das metas da agenda 2030.

“Segundo, temos que intensificar políticas integradas com acções concretas de erradicação da pobreza, redução das desigualdades e a preservação da natureza, empoderando as mulheres, jovens e outros grupos vulneráveis”.

O terceiro aspecto está relacionado à necessidade do fortalecimento da parceria internacional e o multilateralismo, mas tendo sempre como base o sistema das Nações Unidas.

O Chefe do Governo moçambicano defendeu reformas ao nível das Nações Unidas, pois observa que 78 anos depois da criação deste organismo universal o mundo conheceu profundas transformações, o que requer reformas também profundas.

O estadista terminou seu discurso na Assembleia-Geral da ONU apelando a existência de um sistema financeiro internacional mais inclusivo e guiado por regras transparentes e mutuamente vantajosas, “onde a África participe como um parceiro que também tem muito a dar ao mundo e não seja apenas um entreposto que fornece produtos baratos aos países ou a multinacionais internacionais que dominam os mercados também internacionais”.

Para tal, defende que é preciso que se resgate a confiança e o respeito mútuo entre os Estados que são os princípios sacrossantos da Carta das Nações Unidas.

“Só com a confiança, respeito mútuo e solidariedade poderemos construir um mundo melhor, um mundo de paz, seguro, sustentável e do bem-estar para todos”.

Em setembro de 2015, os Estados-membros da ONU aprovaram os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que corporizam a agenda 2030 e assumiram o compromisso de reduzir a pobreza em 17 áreas-chave rumo aa criação de um mundo melhor para todos, sem deixar ninguém para trás.

Entretanto, o relatório apreciado segunda-feira no painel de Alto Nível deixa claro que o mundo continua a enfrentar várias crises e interligadas que comprometem o alcance da agenda 2030.