MAPUTO, 03 DE FEVEREIRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta terça-feira, em Maputo, que o Dia dos Heróis Moçambicanos deve servir de fonte de inspiração para o reforço da unidade nacional, da paz e da solidariedade, num momento em que o país enfrenta desafios ligados às cheias e inundações, ao terrorismo e às mudanças climáticas.

O Chefe do Estado falava na cerimónia central do 3 de Fevereiro, realizada no Monumento aos Heróis Moçambicanos, na Cidade de Maputo, iniciada com a deposição de uma coroa de flores.

No início da sua intervenção, o estadista moçambicano destacou que o Dia dos Heróis Moçambicanos constitui uma homenagem aos melhores filhos da pátria que se sacrificaram na luta pela independência nacional e pela liberdade do povo moçambicano.

Prosseguiu enfatizando que as celebrações decorrem num contexto adverso, marcado por cheias e inundações que afectaram principalmente as regiões Sul e Centro do país. “O 3 de Fevereiro deste ano é celebrado num contexto bastante adverso, em que milhares de famílias moçambicanas ainda choram a morte de seus entes queridos e a destruição de infraestruturas públicas e privadas como consequência das cheias de grandes proporções”, afirmou.

Outrossim, elogiou a solidariedade interna e internacional demonstrada face ao desastre natural, bem como os “actos de bravura” registados nas operações de resgate. “Nas operações de resgate, temos registado actos de verdadeiro heroicíssimo que merecem ser exaltados nesta data dedicada aos heróis moçambicanos”, disse, antes de solicitar um minuto de silêncio em memória das vítimas.

O Chefe do Estado evocou ainda a figura de Eduardo Chivambo Mondlane, fundador da Frente de Libertacao de Moçambique (FRELIMO) e arquitecto da unidade nacional, lembrando que a cerimónia decorreu no local onde jazem alguns heróis nacionais.

“Estamos aqui hoje, neste Panteão, onde jazem alguns dos nossos heróis, para exaltar o sacrifício consentido pelos heróis da nossa pátria, em memória do Doutor Eduardo Chivambo Mondlane”, afirmou, recordando igualmente outros líderes assassinados durante a luta de libertação nacional.

Segundo o Presidente Chapo, a repressão colonial não conseguiu travar o avanço da luta, antes fortaleceu a união do povo moçambicano. “Porém, cada acto cobarde e bárbaro perpetrado pelo inimigo infundia mais revolta, mais coragem e mais determinação na prossecução da luta de libertação nacional”, afirmou, sublinhando a actualidade da unidade nacional como “arma” da vitória colectiva.

O Chefe do Estado realçou que o 3 de Fevereiro foi consagrado em reconhecimento do sacrifício dos combatentes da geração 25 de Setembro e destacou o contributo de outras gerações na construção do Estado independente. Referiu ainda que homenagear os heróis constitui um dever permanente, defendendo a educação das novas gerações no respeito e orgulho pela história colectiva do país.

Ademais, abordou também os desafios actuais, com destaque para o terrorismo em Cabo Delgado, elogiando o papel das Forças de Defesa e Segurança e dos parceiros regionais. Referiu a retoma de projectos estratégicos, como o gás da Bacia do Rovuma e iniciativas industriais em Cabo Delgado e Niassa, sublinhando que o combate ao terrorismo decorre em paralelo com o desenvolvimento. Por fim, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo com a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e com a resposta aos desastres naturais, apelando ao cumprimento das recomendações das autoridades. Concluiu endereçando palavras de reconhecimento aos heróis nacionais e aos cidadãos que, no quotidiano, contribuem para o bem-estar e o progresso de Moçambique.

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