Sobre a Paz: “A confiança é extremamente importante” – Presidente da República

Data: 27/04/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exprimiu a sua convicção de que, muito brevemente, será alcançado um entendimento com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para o restabelecimento de uma paz efectiva em Moçambique.

“Eu tenho a esperança de que, a qualquer momento, as coisas poderão mudar. O importante é a confiança daquilo que estamos a construir entre os moçambicanos”, disse o Chefe do Estado.

O Estadista moçambicano falava durante um encontro que manteve com a Comunidade moçambicana no Botswana, que quis saber sobre o estágio do país nas diversas áreas.

“A confiança é extremamente importante. Quando as pessoas têm confiança, ou melhor, quando não se desconfiam acreditam aquilo que o outro diz, e quando assim acontece é fácil alcançar consensos”, disse o Presidente Nyusi.

Sobre a situação económica, o Presidente da República explicou que a situação de Moçambique havia chegado a uma fase insustentável, pelo que se impunha tomar medidas impactantes de forma a evitar o colapso da economia.

Deu exemplo da retirada dos vários subsídios, bem como a subida de preços, explicando que foi necessária muita coragem pela parte do Governo para tomar estas medidas e, por isso, os moçambicanos deveriam acompanhar e compreender, porque cedo ou tarde, a economia do país haveria de chegar a uma fase de ruptura.

“Ficamos anos e anos a fazer um subsídio impossível e depois não ia ser sustentável. Donde haveria de sair o dinheiro?”, questionou.

Estas medidas, segundo o Chefe do Estado, devem-se ao facto de alguns parceiros de cooperação terem começado a reduzir o seu apoio em 2015, tendo a situação tomado rumos imprevisíveis em 2016, quando o governo viu-se na contingência de trabalhar apenas com os recursos internos.

Esta situação obrigou o Governo a tomar medidas, e como forma de tentar ultrapassar a situação, o decidiu mexer os preços de combustível, do pão e energia. No caso do pão, o estadista informou que a maioria das padarias não recebia o subsídio pois apenas beneficiava um punhado, dando exemplo das cidades da Beira e Nampula, onde somente menos de 10 por cento dos panificadores se beneficiava dos referidos subsídios.

O Presidente da República assevera que a intenção do governo é manter a sustentabilidade do Estado moçambicano e garantir que os produtos sejam acessíveis para todos. Como forma de contornar a situação e reduzir o impacto da redução do apoio externo, o mais Chefe do Estado moçambicano recomenda a necessidade de aumentar a produção e produtividade.

“Temos que sair da dependência, criando parcerias e explorando os investimentos possíveis mas, sobretudo, trabalhando”, vincou.