PR orienta que se comece agora a pensar o futuro da seleção

Data: 11/09/2023
 
PR recebe Mambas

Maputo (Moçambique), 11 de Setembro de 2023 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, reuniu-se este domingo com a Selecção Nacional de Futebol, “Mambas”, para ouvir o seu sonho, pensamento, acerca do futuro, com o intuito de manter os níveis que o país acaba de alcançar no espaço futebolístico continental.

Não obstante o estágio agora alcançado pelo combinado nacional com a qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) do próximo ano, que marca o regresso do combinado nacional ao maior palco africano de seleções 13 anos depois, o Presidente Nyusi observa que há espaço para se evoluir mais ainda, mas que para o efeito é necessário que se reconheça essa realidade.

“Temos que aceitar e acreditar que precisamos de evoluir. Precisamos pensar grande e distante. Não ver aqui, mas ver o amanhã, pensar qual é a futura selecção deste país e manter a mesma marca, como potência. O país tem que existir e com a mesma marca. Estes níveis que estamos a atingir agora não estamos autorizados a baixar, porque provámos que sim”, afirma o estadista, para quem esta abordagem deve começar agora.

Aponta o investimento nos centros de formação como fundamentais na materialização deste desejo, pensando-se como os clubes podem contribuir para a formação, operacionalizando o maior número possível de centros de formação, porque na sua visão o país detém muita matéria-prima, mas também muito talento.

“A mensagem principal que quero deixar é a capacidade de prever e depois também pensarmos o que queremos, que tipo de futebol queremos no próximo ano, daqui a 10 anos, e para se chegar a isso o que é preciso. Nem sempre dinheiro é importante, mas pensar é o mais difícil para se poder executar o que foi pensado”.

O Chefe de Estado defende que a componente previsão ajuda a acautelar as questões logísticas e de demais custos operacionais para evitar que a selecção enfrente constrangimentos como dificuldades de alojamento. E avisou que vai exigir essa previsão, que deve sempre ser feita a base de indicadores de performance.

De tudo, o Presidente das República agradeceu e reconheceu o empenho, dedicação e determinação de toda a equipa. Aliás, afirmou que se apostara naqueles exatamente porque se sabia que seriam os melhores a sacrificar suas capacidades dentro das condições que o país dispõe.

“Quero agradecer, porque queiramos ou não vocês fazem parte da história, uma história feita debaixo de muitas dificuldades”, frisou, garantindo que vai começar a monitorar as preocupações existentes no seio do grupo, todavia, sem interferir nas decisões da Federação Moçambicana de Futebol (FMF). E pediu mais comunicação entre todos os envolvidos para se evitar rumores.

Por sua vez, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, apresentou dificuldades que têm as orientações deixadas pelo Chefe de Estado como solução, ao estar a notar partículas de ansiedade sempre que os jogadores entram em campo, por não estarem identificados com a ideia da selecção desde muito cedo.

“É preciso conjugarmos esses esforços e arranjar-se uma ideia daquilo que é a seleção nacional, desde a iniciação, a formação, criar conteúdos de treinos para que as seleções sub-15, sub-17 e sub-18 joguem da mesma mareira e chegar-se à equipa sénior já identificado com a ideia do grupo.

Um outro aspecto está relacionado ao nível de competitividade, que o avalia como muito diminuto localmente, o que se reflete quando a equipa joga ao mais alto nível. E sugere melhorias, entre elas adaptar-se o campeonato nacional, “Moçambola”, à semelhança do contexto europeu.

O Presidente da FMF, Feizal Sidat, apresentou uma agenda preenchida dos compromissos da selecção até dezembro, com jogos do CHAN e de qualificação para o mundial, e garantiu haver condições para o estágio dos jogadores rumo ao CAN a decorrer entre Janeiro e Fevereiro na Costa do Marfim.