MAPUTO, 05 DE DEZEMBRO DE 2025 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu hoje, em Maputo, a activista social e defensora dos direitos humanos Alice Banze, recentemente seleccionada como uma das 100 Mulheres Mais Influentes do Mundo, sublinhando que a distinção representa uma conquista colectiva das mulheres moçambicanas.

Durante a audiência, o Chefe do Estado enalteceu o percurso da activista, afirmando que o reconhecimento ultrapassa a dimensão individual e reflecte o esforço de milhares de mulheres e raparigas que enfrentam desafios ligados à igualdade de oportunidades. “Este reconhecimento é de Moçambique, é das mulheres que sonham e constroem, das que lutam diariamente para que a igualdade seja uma realidade e não apenas um princípio”, afirmou.

No encontro, o Presidente Chapo destacou o trabalho desenvolvido por organizações femininas, como o Fórum Mulher, que actuam na defesa dos direitos das mulheres e abordam temas como o feminicídio, as uniões prematuras e as gravidezes precoces. O governante assinalou que, apesar dos progressos, persistem barreiras culturais e estruturais, sobretudo nas zonas rurais.

O Chefe do Estado referiu igualmente que o Governo está a promover reflexões internas para reforçar a inclusão de jovens e mulheres nos instrumentos de financiamento público, com destaque para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL). “Pensamos que é justo garantir que este fundo responda também às necessidades específicas das mulheres, que são força vital da economia doméstica e produtiva”, observou.

À saída do encontro, Alice Banze, que é também Presidente da Academia da Mulher Africana, afirmou que a distinção internacional “não só é da Alice Banze, este prémio também é de Moçambique, e este prémio é da mulher moçambicana”. A activista explicou que a audiência permitiu trazer ao mais alto nível “a componente intergeracional, que é o passado do legado das veteranas para as jovens”, bem como expressar gratidão ao Chefe do Estado pelos compromissos assumidos.

Banze destacou ainda o papel das recentes reformas governamentais, fazendo referência à remoção de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI). “Falo da Lista Cinzenta porque o empoderamento económico depende desta lista”, afirmou, acrescentando que o encontro serviu igualmente para reconhecer o compromisso presidencial “no empoderamento económico, na luta contra o feminicídio, na luta contra a violência doméstica e a violência contra a mulher, na luta também contra todos os males, assim como a desigualdade que existe no país, e a luta para alcançarmos a paridade”.

A activista agradeceu igualmente à Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, e dirigiu uma palavra especial às mulheres rurais, “que lutam todos os dias”, sublinhando que o prémio reflecte a perseverança dessas mulheres e o esforço contínuo para abrir espaço às novas gerações. A audiência encerrou com o reiterado compromisso de promover um modelo social que reconheça plenamente o papel da mulher, incluindo a sua participação nas decisões políticas, nos investimentos públicos e no desenvolvimento económico.

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