MAPUTO, 13 DE FEVEREIRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta sexta-feira, em Addis Abeba, Etiópia, que o Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) constitui uma das mais nobres expressões da maturidade institucional do continente africano, ao permitir que os próprios Estados avaliem, com coragem, o seu desempenho em matéria de governação, democracia e desenvolvimento.

Falando durante o Fórum Africano dos Chefes de Estado e de Governo dos Países Membros do MARP, o Chefe do Estado apresentou os progressos na implementação do Programa Nacional de Acção (PNA) do Relatório de Revisão Nacional de Segunda Geração do MARP de Moçambique, sublinhando o compromisso do país com uma governação responsável, inclusiva e orientada para a prosperidade.

No seu discurso, o estadista começou por destacar o percurso histórico do continente, afirmando que “a África demonstrou ao mundo que a liberdade de conquista é uma realidade. Hoje demonstramos igualmente como africanos que a boa governação se constrói”, acrescentando que o MARP “é uma das mais nobres expressões de maturidade institucional do nosso continente”.

Segundo o Presidente da República, Moçambique tem concentrado a sua acção em quatro áreas principais, com destaque para a democracia, governação política e diálogo nacional inclusivo. “A primeira área, a democracia, a governação e o diálogo nacional inclusivo que estamos a levar a cabo, é um grande instrumento para consolidar cada vez mais a democracia e também a governação política inclusiva, sobretudo”, frisou.

Neste contexto, destacou como uma das maiores realizações recentes o processo de desmobilização, desarmamento e reintegração dos antigos combatentes da Renamo, reiterando a aposta no diálogo e na reconciliação nacional para a construção de um futuro comum.

No domínio da governação e gestão económica, o Presidente Chapo explicou que o país criou um Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, sublinhando que “estamos neste momento a trabalhar para reformar o Estado moçambicano com transparência, integridade, responsabilidade e boa governação”, acrescentando que a estruturação económica visa criar melhores condições de vida para os cidadãos.

Relativamente à governação corporativa e ao desenvolvimento socioeconómico, o estadista moçambicano referiu que o combate à corrupção, a transparência e a boa governação orientam a acção diária do Executivo, destacando ainda a aposta na digitalização dos serviços públicos. “Estamos a digitalizar os serviços públicos para criar melhor transparência, prestar melhor serviço público ao povo moçambicano com integridade, com responsabilidade, com competência e, sobretudo, com transparência e boa governação”, afirmou.

O Chefe do Estado apontou a industrialização como eixo central do desenvolvimento económico, lembrando a recente inauguração da fábrica de processamento grafite de Npepe, em Niassa, a retoma dos projectos de gás no Rovuma, em Cabo Delgado, bem como os investimentos em agricultura, energia, infra-estruturas, corredores de desenvolvimento e turismo, áreas consideradas estratégicas para o crescimento sustentável do país. Antes de concluir, o Presidente Daniel Chapo agradeceu a solidariedade manifestada pelos países africanos face às cheias e inundações que assolam Moçambique, afirmando: “queria aproveitar esta ocasião para agradecer a solidariedade dos países africanos, todos aqui presentes, sobre as cheias de inundações que estão a acontecer em Moçambique”, terminando com um apelo à unidade continental para “continuar a construir este nosso continente”.

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