MAPUTO, 24 DE OUTUBRO DE 2025 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, discursou em Lusaka, na Zâmbia, por ocasião das comemorações do 61º aniversário da independência zambiana, assinalado hoje, onde participou na qualidade de convidado de honra. A intervenção do Chefe do Estado moçambicano destacou a “profunda relação histórica” e a parceria estratégica entre as duas nações, anunciando projetos bilaterais focados na energia e na facilitação do comércio.

O Presidente Chapo moçambicano saudou o povo e o Governo da Zâmbia, sublinhando que a data “simboliza mais de seis décadas de soberania, dignidade e progresso”.

O estadista iniciou por manifestar a sua gratidão pelo convite, afirmando tratar-se de um gesto que reflecte a amizade sólida e a irmandade africana que unem as duas nações. Sublinhou que a celebração da independência zambiana representa um marco da história daquele país e um acontecimento que inspirou todo o continente africano.

Na ocasião, o Chefe do Estado prestou homenagem ao legado do antigo Presidente zambiano Kenneth Kaunda, sublinhando que a sua visão deixa um legado profundo para o povo zambiano, mas não só, como também para todo continente africano.

Além disso, recordou o papel crucial da Zâmbia no apoio à luta de libertação de Moçambique. “A Zâmbia acolheu e apoiou os combatentes moçambicanos da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), oferecendo abrigo e solidariedade, contribuindo decisivamente para a nossa independência”.

O Presidente moçambicano reforçou a importância de Lusaka na história nacional: “Portanto, em Moçambique, 7 de Setembro é uma data feriado nacional, porque foi aqui na cidade de Lusaka que, a 7 de Setembro de 1974, foi assinado o Acordo de Lusaka, entre Moçambique e Portugal, dando início à nossa caminhada para a proclamação da nossa independência nacional”.

Afirmou que o “elo de fraternidade, irmandade e sacrifício comum” estabelecido pelos fundadores Kenneth Kaunda e o primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, continua a ser o “alicerce das nossas relações”.

O Presidente Chapo felicitou a Zâmbia por ter demonstrado, nestes 61 anos, “maturidade política, coesão social e determinação no caminho do crescimento económico”, o que “reforça o papel deste país como exemplo de estabilidade e liderança no nosso continente”.

No âmbito da cooperação, fez menção ao recente acordo para a construção de Fronteira de Paragem Única em Cassacatisa e Chanida, que os dois estadistas adoptaram o nome fronteira de Ida Única, “porque não é para parar, é para flexibilizar os negócios entre os nossos povos”.

O discurso abordou também o investimento em infra-estruturas logísticas, com Moçambique a trabalhar para modernizar e reabilitar os Portos de Nacala e da Beira e os seus corredores de desenvolvimento. O Governo moçambicano planeia também encontrar espaços para a construção de portos secos para a Zâmbia nos corredores de desenvolvimento de Nacala e da Beira, para facilidades logísticas.

No contexto das deficiências de energia eléctrica que a Zâmbia enfrenta, o Presidente Chapo divulgou que Moçambique está a realizar “grandes investimentos” no sector, destacando projectos como a ampliação da Barragem de Cahora Bassa e a construção da Barragem de Mphanda Nkuwa, na província de Tete, e convidou o Governo zambiano a conhecer estas iniciativas. O Presidente da República concluiu a sua intervenção reafirmando que a missão dos líderes é promover o desenvolvimento económico para o povo, garantindo boa saúde, acesso a medicamentos, educação gratuita para a juventude e melhores condições de vida, enfatizando que os governantes estão no cargo para servir e não para se servir.

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