MAPUTO, 28 DE NOVEMBRO DE 2025 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou hoje que o novo livro “Moçambique e a Armadilha da Independência: Propostas para a Independência Económica”, de Justino Alfredo Nhar, constitui uma contribuição fundamental para o pensamento estratégico nacional, por analisar criticamente os 50 anos de independência e propor caminhos concretos para alcançar a independência económica.
Falando aos jornalistas após o lançamento da obra, o Chefe do Estado afirmou que o trabalho de Justino Nhar representa “uma grande honra, uma grande contribuição” para o debate nacional sobre desenvolvimento, sublinhando que o autor faz “a radiografia dos 50 anos da independência” e apresenta um diagnóstico claro “daquilo que ele chama as armadilhas da nossa independência”.
O Presidente Chapo realçou que o valor da obra reside tanto na análise como nas soluções apresentadas. Segundo disse, o autor “propõe na própria obra soluções para nós podermos alcançar a independência económica. E como ele próprio diz, é um processo”, recordando que, durante as celebrações dos 50 anos da independência, já havia sublinhado que “a independência política era apenas o começo, não o fim”.
O Presidente estadista enfatizou que a natureza inclusiva do apelo lançado por Justino Nhar é um dos aspectos mais relevantes do livro. “A coisa que é mais impressionante nesta obra é a forma como ele convoca a todos nós para participarmos nesta luta pela independência económica”, declarou, acrescentando que o autor “convoca a todos: ao sector privado, ao sector público, à comunicação social, à academia, à sociedade civil, aos homens, às mulheres”.
O governante sublinhou que essa mobilização ampla é acompanhada de propostas claras e orientadas para sectores prioritários do desenvolvimento. “Fala da agricultura como área fundamental para o alcance da nossa independência económica; fala do turismo, faz o estudo do turismo; e depois faz referência à necessidade de os recursos minerais e hidrocarbonetos poderem captar mais receitas para os cofres do Estado”, afirmou.
O Chefe do Estado acrescentou que a obra evidencia a importância de diversificar a economia através de investimentos estratégicos e de consolidar infraestruturas essenciais. Referiu que o autor “fala da necessidade de colocação de infraestruturas nas áreas produtivas, visão que considerou alinhada com os desafios actuais do país.
Uma das dimensões mais destacadas pelo Presidente Chapo foi o enfoque atribuído à juventude, que o autor considera um activo decisivo para o progresso nacional. “No fim, percebe-se muito bem que fala também de a juventude não ser encarada como um problema, mas como uma solução”, citou, lembrando que o país possui uma população maioritariamente jovem que pode ser mobilizada para “a agricultura, para o turismo, para a indústria […] resumidamente, para actividades produtivas”.
Outrossim, classificou o livro como um contributo “muito importante”, sobretudo por incitar cada moçambicano a assumir o seu papel no processo de transformação económica. Destacou que a visão de Justino Nhar complementa a necessidade nacional de “lançamento dos alicerces para a nossa independência económica”. A obra, que oferece uma análise crítica, comparativa e documentada da trajetória económica de Moçambique nos últimos 50 anos, examina escolhas estruturais, constrangimentos e oportunidades do período pós-independência. Ao propor caminhos para superar fragilidades históricas e acelerar o desenvolvimento, reforça, como destacou o Presidente da República, a urgência de uma acção colectiva e coordenada para consolidar a independência económica do país.