“Vamos todos nós moçambicanos continuar a trabalhar para criarmos o nosso bem-estar”

Data: 04/09/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, encoraja os moçambicanos a continuarem a trabalhar para a criação do bem-estar, enveredando por uma vertente qualitativa nas actividades que realizam rumo a consumação desse objectivo.

O estadista moçambicano lançou este desafio durante o comício que orientou, na manhã de hoje, no vila sede distrital de Lugela, a 213 quilómetros de Quelimane, a capital provincial, que marcou o fim tanto da visita à província bem como da edição 2017 de visitas presidenciais, que esteve a efectuar por vários pontos do país.
“Vamos todos nós moçambicanos continuar a trabalhar para criarmos o nosso bem-estar”, disse o Chefe do Estado, sublinhando a necessidade de aumentar a produção alimentar, mas com as atenções voltadas para a questão qualitativa, chave para o mercado, porque a parte de consumo está superada.
Na visita à província central da Zambézia, onde escalou sucessivamente os distritos da Maganja da Costa, o recém-criado Mocubela, Guruè e Lugela, o Presidente Nyusi afirmou que os três dias de digressão pela extensa parcela do território moçambicano, a segunda mais populosa do país, permitiu aferir as adversidades que ainda emperram o crescimento do país.
As intensas chuvas registadas em 2015 causaram enxurradas que devastaram estradas e pontes, postes de transporte de energia eléctrica, escolas e hospitais e as visitas presidenciais permitiram acompanhar de perto o serviço em execução, com vista a corrigir as consequências das adversidades da natureza e, por conseguinte, relançar o país.
“Durante as visitas, para além de ver ao detalhe os progressos dos programas concebidos no Plano Quinquenal do Governo, conseguimos ganhar sensibilidade do que os residentes identificam como prioridade para acelerar o desenvolvimento”, disse o Presidente da República.
No capítulo da educação, segundo o Chefe de Estado, havia a necessidade de saber, com exactidão, quantas crianças ainda estudam sentadas no chão, quantas salas existem e quantas é que devem ser construídas para ultrapassar o problema.
No domínio da saúde, havia também a necessidade de saber onde ampliar os serviços para uma melhor resposta à demanda das populações em franco crescimento, devido as várias patologias, com particular incidência para a malária, o HIV/SIDA e as doenças diarreicas.
O Presidente da República, que aferiu também as áreas do turismo, comunicações e infra-estruturas, disse estar encorajado com o trabalho que os moçambicanos estão a desenvolver, porque os resultados são quantificáveis e deixaram de ser meras suposições.
“Podemos dizer que ainda não estamos bem, mas pelo menos estamos melhor que ontem”, disse o Chefe do Estado, anotando contudo que o ser humano deve saber estar satisfeito em cada momento que o gráfico da sua vida regista uma mudança, sobretudo positiva.
Na verdade, segundo o Presidente Nyusi, o país ainda se debate com problemas de acesso a água, mas a visita permitiu saber onde atacar primeiro na sua resolução. A energia eléctrica, por exemplo, chegou às sedes distritais, mas não deve iluminar a residência do administrador, pelo contrário, tem de chegar às localidades e aos bairros. Até porque é meta do governo electrificar todas as 150 sedes distritais até 2019.
O Presidente da República disse igualmente que o franco crescimento da agricultura está a ajudar na redução gradual das importações. Isso mostra que podemos resolver os nossos problemas.