“Protecção dos recursos florestais compete a todos nós”

Data: 04/09/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse que a protecção dos recursos naturais compete a todos os moçambicanos sabido que os enormes volumes que são apreendidos na rota do contrabando saem com o consentimento de alguns concidadãos.

Para o Chefe do Estado, a movimentação da madeira para o Porto de Quelimane é feita sob olhar impávido das pessoas confiadas a nobre missão de garantir a protecção dos preciosos recursos.

Segundo o estadista moçambicano, Guruè, distrito essencialmente agrícola, para além da sua histórica bandeira que é a produção de chá, possui igualmente enormes potencialidades florestais, mas que não escapam a ganância dos madeireiros desonestos.

Assim, o Presidente Nyusi instou a população do distrito a serem vigilantes e intolerantes às práticas corruptas traduzidas na pilhagem dos recursos florestais, que enriquecem os compradores e deixam o país numa situação de miséria e desflorestamento.
“Vamos combater a corrupção e proteger os nossos recursos florestais para evitar que apenas um grupo fique rico em detrimento de uma maioria de moçambicanos”, disse o Presidente da República.

O Chefe do Estado defende que a vigilância não compete apenas aos líderes comunitários donde é abatida a madeira, mas aos agentes espalhados pelas estradas que nalguns casos “fecham os olhos” e deixam passar mercadoria com proveniência dúbia, para além dos que emitem licenças ilegais.

Segundo o Presidente da República, estas e outras situações devem ser combatidas no sentido de garantir a protecção dos recursos florestais, cujos ganhos devem beneficiar todos os moçambicanos e não uma minoria.

Ainda durante o comício realizado no distrito de Gurué, o Chefe do Estado disse aos membros e simpatizantes de partidos políticos, para adoptarem uma postura de diálogo na solução dos problemas que afligem os residentes daquele município, assim como criar um clima de coexistência para o benefício de todos.
O conceito de diálogo, segundo o estadista, não é apenas para ele e o líder da Renamo Afonso Dhlakama, mas sim uma realidade que deve acontecer entre os moçambicanos, a todos os níveis, onde há necessidade de ultrapassar os problemas existentes.