Presidente da República procede à abertura do Fórum sobre Aquacultura
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, convidou os investidores nacionais e estrangeiros a apostarem no aquacultura industrial e comercial, explorando o grande potencial de que Moçambique dispõe para a prática desta actividade.
Nyusi, que falava hoje na abertura do Fórum de Aquacultura, que decorre na Praia de Bilene, na província meridional de Gaza, destacou que Moçambique dispõe de 2.700 quilómetros de costa, além de uma vasta área de águas interiores que fazem do país uma potência em termos de potencialidade para a prática desta actividade.
Segundo o Chefe do Estado, os moçambicanos muitas das vezes tem virado as suas atenções para os grandes projectos como solução, mas a aquacultura revela-se como uma actividade capaz de impulsionar a produção de comida e reduzir as importações, contribuindo para a emancipação económica.
“Temos que encarar a aquacultura com maior atenção e desenvolve-la numa cadeia de valor completa a partir da produção de alevinos, infraestruturas de conservação, processamento e comercialização”, disse.
As comunidades rurais em Moçambique, segundo o Presidente Nyusi, tem vindo a produzir alimentos, aliando a agricultura à aquacultura para gerar renda para a satisfação das necessidades das suas famílias.
Com a realização do Fórum de Aquacultura, pretende-se colher experiências sobre como é que esta actividade pode contribuir para o incremento das exportações para equilibrar a balança de pagamentos.
Na ocasião, o Presidente da República apontou como alguns dos principais desafios para a transformação da aquacultura de subsistência para a comercial, a extensão dos centros de pesquisa e a facilitação de créditos bancários para os produtores.
“Em 2016, a produção pesqueira global em Moçambique esteve na cifra de mil toneladas. Com as possibilidades de que dispomos, não há razões para tão pouca produção porque temos condições para a prática desta actividade em todo o território nacional”, disse o Chefe do Estado.
Dados da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), apresentados no encontro, revelam que Moçambique dispõe de cerca de 250 mil hectares com potencial para a prática da aquacultura, dos quais o país actualmente aproveita apenas um por cento.
A produção pesqueira em Moçambique, segundo Nyusi, contribui neste momento em apenas dois por cento no Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Presidente da República, o surgimento de produtores privados de pequena e média escala pode contribuir para o incremento da produção para níveis minimamente aceitáveis.
Em 2016, as províncias de Inhambane, Manica e Niassa produziram 814 toneladas e as de Maputo, Sofala e Cabo Delgado obtiveram uma produção de 95 toneladas.
A província de Gaza dispõe de rios, lagoas e uma albufeira em Massingir, e o grande desafio tem a ver com a produção de alevinos e rações mas, graças ao apoio da Tailândia, já se está a produzir estes produtos.
A Noruega e a Irlanda contribuíram para a edificação do Centro de Pesquisa de Chokwe, cujas obras custaram seis milhões de dólares norte-americanos. O Centro vai impulsionar a massificação da produção de peixe para garantir a disponibilização aos cidadãos de alimentação condiga como um direito básico.
O Governo, segundo o Presidente da Republica, compromete-se a fazer de tudo para criar um ambiente de negócios encorajador para que os investidores possam desenvolver suas actividades sem sobressaltos.