PR manifesta necessidade de celeridade do acordo de mobilidade na CPLP
Maputo, 05 de Julho de 2023 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, recebeu hoje em audiência o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias Albano da Costa, que se encontra em visita de trabalho a Moçambique.
Na ocasião, o chefe do Estado manifestou vontade de ver acelerada a implementação do acordo de mobilidade entre os países membros da CPLP.
“O Presidente da República disse, por exemplo, que os portugueses e brasileiros já podem entrar em Moçambique sem visto, mas os moçambicanos ainda precisam de visto para entrar em Portugal. É um assunto que a nível bilateral os países terão que aprofundar. Compreendemos todos que a implementação e operacionalização dos acordos não são fáceis, pois exigem recursos humanos e financeiros, mas o mais importante é a consciência que nós temos de avançar um pouco mais rápido para correspondermos as expectativas dos nossos cidadãos”, sublinhou.
Zacarias da Costa referiu que o ritmo das discussões sobre o assunto não está tão acelerado como se pretende, mas, segundo disse, é um acordo quadro que foi ratificado em tempo recorde de menos de 15 meses.
“Esta é uma mensagem que fica para os nossos técnicos e grupos de trabalho para que possam trabalhar e reunir-se com maior frequência e afinco para que as discussões possam avançar. É uma preocupação de todos nós que o Presidente da República fez questão de mencionar”, disse o Secretário Executivo da CPLP, em conversa com jornalistas.
Zacarias da Costa explicou que presentemente está-se na segunda fase de implementação do acordo, em que cada um dos países, de acordo com a sua velocidade, especificidades, compromissos regionais e sub-regionais terão que olhar como é que querem que o acordo avance para frente.
“Os nossos técnicos estão a debater a questão da segurança documental, mas, naturalmente, os cidadãos querem com o acordo se sentir mais próximos, se calhar como consequência da pertença desta comunidade, que queremos que seja mais dinâmica, esperam que a velocidade seja outra”, sustentou.
No concernente aos focos de terrorismo na região norte de Cabo Delgado, o dirigente afirmou que os Estados membros da CPLP estão conscientes da situação.
“Levo uma perspectiva mais completa da necessidade de em conjunto olharmos para a questão humanitária para a reintegração das pessoas e a muitas necessidades em termos de infraestruturas. Tenho a certeza que os Estados membros irão olhar para a situação por forma a colocar os esforços nesta questão que é também de todos nós”, sublinhou.