“Combater a corrupção implica também uma parceria público-privada”,- Presidente da República.
Maputo, 13 de Outubro de 2017 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, afirmou hoje durante a Reunião Nacional com os Membros dos Conselhos Consultivosdos Ministérios e Convidados, que combater a corrupção implica também uma parceria público-privada, pois o sector privado deve sensibilizar todos os que o rodeiam na luta contra a corrupção, mesmo que estes se manifestem na condição de corruptores, pois ninguém está imune e ninguém está acima da lei.
Maputo, 13 de Outubro de 2017 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, afirmou hoje durante a Reunião Nacional com os Membros dos Conselhos Consultivos dos Ministérios e Convidados, que combater a corrupção implica também uma parceria público-privada, pois o sector privado deve sensibilizar todos os que o rodeiam na luta contra a corrupção, mesmo que estes se manifestem na condição de corruptores, pois ninguém está imune e ninguém está acima da lei.
“Outro aspecto que requer especial atenção é o facto de a corrupção ser praticada por membros do sector público, tanto como os do sector privado, envolvendo-se em comportamentos ilegais e não éticos. Tenhamos o orgulho de transformar Moçambique numa terra livre da corrupção, assim como o tornámos livre do colonialismo ou de minas ante-pessoais. Moçambique, convosco, deve figurar na lista das terras com boas práticas de governação”, disse o Chefe do Estado.
Para o estadista moçambicano, o sucesso da nossa missão dos gestores vai ser aferido, não somente pelo mero cumprimento das tarefas plasmadas nos programas e planos, mas também e, sobretudo, pelo grau de satisfação da população pelos serviços que prestam. No seu discurso, o Presidente da República acrescentou que os Directores são um importante elo de ligação entre as instâncias superiores e a base onde se encontra o grosso de executores, cujo desempenho determina o sucesso ou fracasso de uma missão e, porque não, de uma governação.
“Qualquer funcionário público, desde o ministro mais sénior até ao mais novo agente da polícia, funcionário do registo e notariado, funcionário da saúde que vende medicamento, funcionário de educação que pratica a venda de notas ou do exame, que matricula o aluno em troca de favores ou fabrica horas extras; oficial da migração que continuar com as práticas erradas, envolvendo-se em ilegalidades, subornos, extorsões e outros maus comportamentos, independentemente da sua dimensão, deve ser chamado à responsabilidade judicial. Quem chama à responsabilidade são vocês”, disse o Chefe do Estado falando aos participantes.
Neste rol, o Presidente Nyusi incluiu também os sectores do sistema de gestão das finanças públicas, os que gerem os processos das aquisições públicas, gestão dos recursos humanos, que, por vezes, fabricam funcionários fantasmas, o sector judicial, serviços das alfândegas, de migração, escolas de condução, diferentes tipos de licenças para o exercício de qualquer actividade, entre outras práticas ilícitas, que devem ser combatidas.