“As nossas escolas técnicas devem ensinar o aluno a pensar e não a reproduzir”
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, procedeu à abertura da XXVI Reunião Nacional dos Directores do Ensino Técnico-Profissional – 2017, que decorre na Cidade de Maputo, sob o lema “Por uma Educação Profissional para o Trabalho e Desenvolvimento do País”.
A reunião converge os directores e outros quadros de todas as instituições técnicas, públicas e privadas, existentes no País, constituindo um momento privilegiado de debate e reflexão sobre a Educação Profissional em Moçambique.
Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que os Directores das Escolas Técnicas e dos Institutos são vistos pelo Governo, como os vectores da mudança para o actual quadro da formação profissional, assegurando uma formação de qualidade, orientada para o mercado, capaz de promover o auto-emprego e empreendedorismo, e que responda aos desafios do país.
“As nossas escolas técnicas devem ensinar o aluno a pensar e não a reproduzir, a ser capaz de identificar correctamente os problemas da comunidade ou da produção e encontrar as soluções, essa será a prova da qualidade que se pretende”, afirmou.
Para o Presidente Nyusi deve-se estimular a investigação contínua, o estudo permanente dos docentes e discentes num ambiente aprendente e intelectualmente produtivo, por isso que deve-se fazer uma aposta verdadeira na formação, onde meios, saberes e vontades são conjugados para produzir técnicos que vão saber diagnosticar tecnicamente os problemas e necessidades do País e das comunidades e inventar soluções práticas, eficientes e inovativas.
“Assim, na nossa formação técnico-profissional, a educação patriótica, ética e deontológica deve fazer parte, para aguçar o espírito criativo no graduado, a despeito de construir uma Nação capaz de resolver os seus problemas e de avançar sem se ajoelhar a quem quer que seja”, disse o Presidente da República.
Porém, o estadista afirmou que a preocupação do Governo é o facto de algumas instituições, apesar de possuírem condições propícias para a oferta de serviços formativos de qualidade, continuarem ineficientes.