MAPUTO, 28 DE JANEIRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, realizou esta terça-feira uma visita de trabalho à província de Maputo para avaliar, no terreno, os impactos das chuvas e inundações que assolam a região, tendo verificado o corte da Estrada Nacional Número 1 (EN1) e a assistência prestada às populações deslocadas em centros de acolhimento na Manhiça e em Marracuene.

A visita do Chefe do Estado incluiu o posto administrativo 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, e o distrito de Marracuene, locais onde a EN1 se encontra interrompida no troço 3 de Fevereiro/Incoluane, devido ao galgamento das águas das chuvas, condicionando a circulação rodoviária e o escoamento de pessoas e bens.

No distrito da Manhiça, o Presidente Chapo deslocou-se ao Centro de Acolhimento instalado na Escola Secundária 3 de Fevereiro, onde interagiu com as famílias afectadas pelas cheias e avaliou as condições de assistência humanitária, incluindo alimentação, abrigo e cuidados de saúde.

Na ocasião, o Chefe do Estado destacou a importância da prevenção e do cumprimento das orientações das autoridades, afirmando: “Viemos visitar o nosso centro, porque é nossa tarefa como governo cuidarmos do nosso povo. Sabemos que sofremos cheias e inundações, por isso que, em primeiro lugar, quero-vos agradecer por terem acatado as mensagens das nossas autoridades para poderem sair das zonas onde há água e por terem saído antes de encher, o que nos permitiu salvar vidas e estarmos aqui juntos”.

O Presidente da República sublinhou ainda os esforços de resgate realizados pelo Governo para salvar vidas, reiterando o compromisso do Estado com a protecção da população: “Mas, como governo e pai da Nação não podíamos deixar as pessoas morrerem. É nossa tarefa salvar o povo moçambicano. Vocês acataram as mensagens, estão aqui neste momento e nós continuamos a trabalhar para que todos nós que estamos neste centro possamos viver”.

Relativamente às necessidades imediatas das famílias acolhidas, o estadista moçambicano anunciou medidas para garantir condições básicas e a reposição de documentos perdidos, referindo: “Mas também sabemos que, por causa da água, perderam quase tudo, principalmente os documentos. Por isso nós estamos a nos organizar, vamos mandar brigadas que hão-de vir tratar documentos para vocês, para poderem ter os vossos documentos”. Acrescentou que o Governo assumirá temporariamente os custos de água e energia nos centros de acolhimento.

Outrossim, apelou à organização e à higiene nos centros, como forma de prevenir doenças associadas à época chuvosa, alertando para os riscos de malária, cólera e diarreias, e defendendo a colaboração entre as comunidades acolhidas e os profissionais de saúde destacados no terreno.

No mesmo contacto, informou que o Governo está a trabalhar com as autoridades locais para identificar e parcelar terrenos em zonas seguras, dotadas de serviços essenciais, apelando à população para não vender os lotes atribuídos e evitar o regresso às áreas propensas a inundações.

No distrito de Marracuene, o Presidente da República visitou igualmente o Centro de Acolhimento instalado na Escola Secundária de Gwaza Muthini, onde replicou a mesma mensagemdirigida às populações da Manhiça, tendo interagido com os deslocados e verificado a assistência prestada. A visita à província de Maputo constitui o seguimento das acções realizadas nesta terça-feira pelo Chefe do Estado na província de Gaza, com os mesmos objectivos de avaliação dos danos, reforço da assistência às populações afectadas e coordenação das respostas governamentais face às cheias e inundações.

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