MAPUTO, 22 DE JANEIRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, elogiou hoje o trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ) ao longo dos últimos cinco anos e apelou à unidade, ao reforço dos valores e à solidariedade juvenil face às cheias e inundações que afectam várias regiões do país, durante uma audiência concedida à organização, no âmbito da apresentação da nova direcção e da despedida da cessante.

No encontro, o Chefe do Estado destacou o desempenho da direcção cessante, sublinhando que “foram cinco anos de muito trabalho, muita dedicação, muita responsabilidade, muita competência, que não ouvimos algum ruído que pudesse preocupar-nos sobre o comando e a direção do Conselho Nacional da Juventude”, considerando tratar-se de um percurso digno de reconhecimento e apreço.

O Presidente Chapo salientou ainda que a saída da direcção cessante não representa um afastamento definitivo do associativismo juvenil, defendendo que a experiência acumulada deverá continuar a ser colocada ao serviço da nova liderança. “Nas organizações juvenis não se sai completamente. A nova direção vai precisar da vossa experiência”, afirmou, qualificando o trabalho realizado como “extraordinário” e determinante para a consolidação do associativismo juvenil em Moçambique.

O estadista moçambicano felicitou igualmente a nova direcção do CNJ, realçando que o processo eleitoral decorreu de forma transparente. “Foram eleições, de acordo com o que nós acompanhámos, livres, justas e transparentes, em Mocuba”, afirmou, acrescentando que o processo contribuiu para uma juventude “cada vez mais unida, cada vez mais coesa”.

Ademais, reafirmou o papel central da juventude na agenda governativa, lembrando que o Executivo definiu este segmento como prioridade máxima. “Nós, como Governo, definimos que a juventude é a prioridade número um da governação e também é uma prioridade presidencial”, declarou, justificando a opção com o facto de a maioria da população moçambicana ser jovem.

Nesse contexto, destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, sublinhando que “cerca de 60 por cento destes recursos vão para jovens”, por se tratar de uma camada com “força activa, com criatividade, com capacidade para empreender” e gerar oportunidades de emprego para si e para outros jovens.

O Chefe do Estado manifestou-se satisfeito com os valores defendidos pelo CNJ, considerando que estes podem contribuir para enfrentar a perda de valores éticos e morais na sociedade, sobretudo entre a juventude. Entre os aspectos enfatizados, destacou o patriotismo, defendendo que os jovens devem reconhecer que “esta pátria é nossa, precisamos defendê-la”, valorizando os sacrifícios que estiveram na base da identidade nacional.

Na parte final da sua intervenção, apelou à solidariedade juvenil face às cheias e inundações provocadas pelas chuvas intensas na região. “Este é um momento em que temos que apelar a toda a juventude moçambicana à solidariedade”, afirmou, incentivando a doação de bens não perecíveis, como roupa e calçado, através das estruturas do CNJ, “do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico”.

Por seu turno, o Conselho Nacional da Juventude, representado pelo respectivo presidente, Kino Caetano, agradeceu ao Presidente da República pelos esforços do Governo na protecção das populações afectadas pelas cheias e informou que a nova direcção iniciou um processo de reorganização interna, com a criação de pelouros temáticos para reforçar a articulação associativa O CNJ reiterou ainda o seu engajamento no apoio às vítimas nos centros de reassentamento e reafirmou a disponibilidade para servir de interlocutor entre os jovens e o Governo, tanto na apresentação das preocupações juvenis como na divulgação das acções governamentais em curso.

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