MAPUTO, 04 DE OUTUBRO DE 2025 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apelou este sábado, em Blantyre, Malawi, a que “todos os dias se transformem em Dia da Paz” em Moçambique, sublinhando que o diálogo, o amor e a coesão nacional são condições indispensáveis para consolidar o desenvolvimento do país. O Chefe do Estado falava por ocasião das celebrações, em Moçambique, do 04 de Outubro – Dia da Paz e Reconciliação Nacional, num pronunciamento feito momentos antes de encerrar a sua visita de trabalho ao país vizinho.
Na sua mensagem ao povo moçambicano, o Presidente Daniel Chapo felicitou o país pela efeméride, recordando que “foram cerca de 16 anos de guerra em Moçambique” e que a assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma, em 1992, entre o Governo moçambicano e a RENAMO, marcou o início de uma nova era de esperança e reconstrução nacional. “A paz é um bem permanente que temos de continuar a consolidar para que realmente o povo possa viver uma paz efectiva. Não há nenhum país no mundo que se desenvolve sem paz e segurança”, afirmou.
O estadista destacou que o foco do seu Governo é a consolidação da paz e a promoção do diálogo inclusivo como instrumento para reforçar a unidade nacional. Nesse sentido, recordou que “a consolidação da paz resultou, portanto, na assinatura do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo”, cujo lançamento da fase de auscultação nacional ocorreu a 10 de Setembro.
O Chefe do Estado lembrou que o processo de diálogo será estendido a todas as províncias a partir de segunda-feira, 6 de Outubro, para que o debate envolva todos os sectores da sociedade. “Todos os moçambicanos estão convidados, basta ser moçambicano”, reiterou.
O Presidente Chapo enfatizou que a participação nesse processo não dependerá de formalidades. “Não se precisa fazer requerimento, não se precisa fazer carta para alguém. Todos os moçambicanos, sem excepção, estão convidados a participar neste Diálogo Nacional Inclusivo”, declarou, acrescentando que o objectivo é “garantir uma convivência harmoniosa, pacífica entre irmãos moçambicanos e que reine o amor entre o povo moçambicano e não o ódio e não discursos de violência”.
Sublinhou que o país enfrenta já desafios suficientes decorrentes de fenómenos naturais e crises globais, pelo que é imperativo evitar divisões internas. “Temos tido ciclones, cheias, inundações e também tivemos a Covid-19, que retrocedeu a nossa economia. Achamos que são males suficientes. Temos que nos unir como moçambicanos, estarmos coesos, amarmo-nos uns aos outros, dialogarmos sempre que há desavenças”, apelou.
O Chefe do Estado frisou que o diálogo deve ser cultivado em todos os níveis da vida social — “desde casa, no bairro, entre vizinhos, colegas, amigos, familiares” — e servir de base para a resolução de conflitos. “Temos que ter o discurso de amor, o discurso de paz, de diálogo”, reforçou.
Outrossim, destacou ainda a importância da reflexão sobre o percurso histórico do país e os seus próximos desafios. “Temos que reflectir sobre o nosso percurso como moçambicanos durante os 50 anos da nossa independência e também reflectirmos sobre que futuro queremos para os próximos 50 anos. Isto é muito importante”, observou. O Presidente da República fez estas declarações em Blantyre, onde concluiu a sua visita de trabalho à República do Malawi, a convite do homólogo Lazarus McCarthy Chakwera, para participar na cerimónia de investidura do Presidente-eleito malawiano, Arthur Peter Mutharika.